São Paulo terá de se reforçar no Brasil
A janela de transferências internacionais chegou ao fim nesta segunda-feira e o São Paulo não trouxe o meio-de-campo que Muricy esperava. Agora, se o Tricolor repetir a estratégia dos últimos anos, os reforços que chegarem não serão titulares. E todos terão de ser “made in Brasil”.
Como as transferências internacionais só serão permitidas a partir de janeiro, os dirigentes abrem os olhos para as Série B e C. Poucas opções sobraram na Primeira Divisão, já que a maior parte dos bons jogadores fizeram sete jogos por seus times. Nas últimas duas temporadas, o Sampa apostou em jogadores que atuavam na Série C.
Em 2006, o atacante Edgar trocou o Joinville-SC pelo São Paulo. Disputou três jogos e, depois que seu vínculo de três meses acabou, o Tricolor resolveu não contratá-lo. O mesmo ocorreu em 2007 com Danilo Silva. Chegou em setembro, assinou por um trimestre e foi pouco utilizado por Muricy no Nacional. Quando o torneio acabou, ele saiu.
– Tentamos alguns jogadores, como o Lincoln (do Galatasaray-TUR) e o Willian (do Shakhtar-UCR) mas não deu certo. Agora sobrou o mercado interno, mas acho muito difícil chegar alguém – comentou Muricy.
Em 2004 e 2005 o São Paulo também trouxe jogadores que atuavam no país. Alex Bruno e Ramalho vieram do Santo André, além de Nildo, na época no Santa Cruz. Já antes da disputa do Mundial de Clubes, o Tricolor trouxe Aloísio, do Atlético-PR e Bosco, do Fortaleza. Thiago Ribeiro, 19, chegou do Rio Branco-AC.
Adotando uma política de poucos gastos, o Sampa deve repetir a estratégia de 2003: promover garotos da base. Kléber, Edcarlos, Fábio Santos e Marco Antônio foram as apostas.
Alívio com o fim da janela
A diretoria do São Paulo ficou aliviada após o fechamento da janela de transferências internacionais. O elenco não sofreu nenhuma perda significativa. Alex Silva foi embora, mas Rodrigo e Anderson chegaram para fortalecer a zaga. Além disso, o novo reforço do Hamburgo (ALE) rendeu R$ 6,5 milhões.
No ataque, Aloísio, que não vivia boa fase, foi embora e o Al-Rayyan, do Qatar, pagou R$ 1,6 milhão pela liberação do camisa 14. Para o lugar do campeão mundial, antes mesmo de ele sair, o Sampa acertou com André Lima, que estava no Hertha Berlin (ALE). Mas o maior alívio foi a permanência de Hernanes, sondado pelo Barcelona (ESP).







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